O Conta Lá – Contar Portugal – abriu recentemente espaço a um tema que já não pode ficar confinado a círculos técnicos: a regulação da Inteligência Artificial e o seu impacto real na sociedade.
A CIA esteve presente nesse debate através da participação da Margarida Barreto, cofundadora da CIA, numa conversa que reuniu diferentes perspetivas sobre o momento atual da IA em Portugal. O painel juntou áreas distintas, media, investigação, política pública e prática criativa, o que tornou evidente um ponto essencial: não existe uma única leitura sobre IA, nem deveria existir.
A IA não precisa apenas de inovação. Precisa de debate, contexto e pensamento crítico.
Durante o debate, ficou claro que a discussão sobre regulação não é um entrave à inovação. É uma condição para que a tecnologia possa ser usada com responsabilidade, sobretudo em contextos como educação, comunicação, indústrias criativas e serviços públicos. Falou-se de riscos concretos, como opacidade algorítmica, reprodução de vieses e uso acrítico de ferramentas, mas também de oportunidades perdidas quando o medo paralisa decisões.
Regular não significa proibir. E não pode ser um impedimento ao avanço tecnológico em Portugal.
Margarida Barreto
Um dos aspetos mais relevantes da conversa foi o reconhecimento de que grande parte do debate público sobre IA ainda acontece tarde demais, quando as ferramentas já estão em uso, sem enquadramento, sem literacia e sem pensamento crítico. Regular não significa proibir. Significa definir limites claros, responsabilidades e expectativas, tanto para quem cria tecnologia como para quem a utiliza.
O debate que precisa de continuar.
Para a CIA, esta participação reforça algo que defendemos desde o início. A Inteligência Artificial precisa de ser discutida em espaços acessíveis, com linguagem clara e com vozes diversas. Não apenas por especialistas técnicos, mas também por criadores, educadores, decisores e cidadãos.
A conversa no Conta Lá deixou muito por dizer. E isso é um bom sinal. Significa que o tema está longe de fechado e que o debate precisa de continuar, fora da televisão, nas empresas, nas escolas e nas comunidades.
É exatamente aí que a CIA quer estar.
